7 Fatores decisivos na competitividade do agronegócio

7 Fatores decisivos na competitividade do agronegócio

O cenário do agronegócio mudou muito ao longo das últimas décadas. Mesmo a produção de grãos e a pecuária mantendo-se altamente competitiva. Hoje vemos a figura do empreendedor rural, que precisa estar atento ao gerenciamento assertivo e planejamento estratégico do seu negócio. 

Por sermos considerados o grande celeiro do mundo, a competição é grande. É preciso estar atento aos fatores decisivos na competitividade do agronegócio e é por isso que no post de hoje falaremos justamente sobre eles e como manter uma estrutura administrativa eficiente. 

Os 7 fatores decisivos na competitividade do agronegócio

Um dos maiores desafios mundiais é alimentar a população. E por o Brasil ter muitas terras cultiváveis, esse é o grande diferencial. Mas só isso não basta, a competitividade do agronegócio brasileiro é prejudicada por alguns fatores colocando-o em desvantagem em relação aos concorrentes. Por isso, listamos os fatores decisivos que é preciso manter em mente. 

1. Gestão

A tomada de decisão é fundamental para garantir uma produção assertiva e de qualidade. Aqui o planejamento estratégico da safra é de suma importância. Para garantir uma alta produtividade é preciso pensar no negócio como um todo: finanças, mercado interno e externo, modelo de negócios e possíveis investimentos, dentre outros. 

Uma gestão estratégica é aquela que garante a minimização de riscos, prevendo possíveis cenários e soluções para manter a competitividade sem prejudicar a safra. 

2. Processos

Uma boa gestão não funciona sem processos bem definidos. Aqui, a padronização tem um papel fundamental. 

O empreendedor rural precisa estruturar as operações que contemplem a safra e as de dentro do escritório também, como por exemplo: insumos, boas práticas, procedimentos e tecnologias a serem utilizadas. 

Outro fator importantíssimo dentro dos processos é o calendário agrícola. Ele deve considerar mudanças climáticas, possíveis resultados inesperados e prazos modificados. Assim, é possível adotar estratégias que irão reduzir riscos e minimizar prejuízos. 

3. Controle financeiro

Como em qualquer outro negócio, o controle das movimentações financeiras precisa ser assertivo e muito bem organizado. Receitas e despesas precisam ser padronizadas dentro das boas práticas financeiras e de compliance, garantindo o registro de todas as transações. Isso tornará mais fácil as tarefas de contratação de colaboradores, aquisição de insumos, investimento em maquinário, etc. 

Ao manter o fluxo de caixa equilibrado, o empreendedor rural tem mais chance de manter a competitividade do agronegócio. 

Os maiores obstáculos do setor rural são os altos custos e falta de infraestrutura. Por isso, é tão importante manter o fluxo de caixa atualizado e focar na otimização de recursos. 

4. Índices produtivos

Não há planejamento e tomada de decisão sem dados. Por isso índices produtivos que avaliam a produtividade são fundamentais. Destaca-se, no entanto, que não o cálculo não é feito apenas para a produção das safras, mas também os resultados dos colaboradores, produtividade do maquinário (levando em conta depreciação, manutenção, etc). 

5. Capacitação

Para manter-se competitivo é preciso manter-se atualizado. E nesta questão a capacitação desempenha o papel de protagonista. A mão-de-obra qualificada garante maior produtividade. Entretanto, há uma escassez de qualificação no mercado e por isso, é importante manter em mente que para manter a competitividade do agronegócio pode ser necessário investir em treinamento. 

Cursos técnicos e profissionalizantes são uma ótima opção para diversas áreas, como: agricultura de precisão, adubação e pulverização agrícola. Além disso, com as inovações tecnológicas, é preciso investir no treinamento dos profissionais no manuseio dos equipamentos, garantindo a produtividade e evitando prejuízos e acidentes no local de trabalho. 

6. Inovação tecnológica

Inovação é o termo da agricultura 4.0 (também conhecida como agricultura digital, que garante a competitividade do agronegócio). Ela permite a automatização de processos e otimização de recursos. Além disso, é possível identificar falhas com maior agilidade e buscar soluções. 

A agricultura 4.0 também permite maior controle sobre toda a cadeia de produção, com tecnologias de monitoramento e abastecimento, GPS e drones, tudo de forma integrada e com geração de relatório para cálculo dos índices produtivos. Desta forma, a gestão se torna muito mais prática e precisa. 

Quando se fala de inovação tecnológica, também precisamos abordar a questão da sustentabilidade. Esse é um grande desafio do setor agrícola, mas muito importante. É preciso gerir os recursos de maneira inteligente e otimizar os recursos, gerando o mínimo de impacto possível. Inclusive, já é possível otimizar a produtividade e aumentar o crescimento vertical da produção com a ajuda de sensores que identificam os pontos de maior rendimento na lavoura. Isso evita desperdícios e também prejuízos da safra, focando na competitividade do agronegócio. 

O objetivo é focar em um modelo de produção que foca na lucratividade, mas reduzindo o impacto no meio ambiente. 

7. Logística e exportação

Por fim, a logística também é um fator fundamental para manter a competitividade do agronegócio. Diferente do que muitos pensam, ela contempla não só o transporte de mercadorias, mas todo o processo desde o planejamento, armazenagem e controle, até o monitoramento das cargas. Isso garante que o produto mantenha sua qualidade garantindo o cumprimento dos prazos. 

Além disso, a logística também é necessário quando se trata da exportação. A China continua sendo uma das maiores parceiras do Brasil no agronegócio, e por isso é uma ótima oportunidade para aumentar a área de abrangência do seu negócio, sem perder em competitividade ao ficar atento aos outros fatores mencionados também. 

Quais outros fatores você considera decisivos na competitividade do agronegócio? Conte-nos nos comentários!

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